domingo, 11 de março de 2012

Tola Filosofia

Peço perdão publicamente aos Deuses, por ter chegado a tal ponto de esquecimento, que esqueceria de mim mesmo, e por ter acreditado por muito tempo que nada podia ser feito para mudar o destino tinha traçado.
Eu confesso, estava enganado!
Como pude chegar tão longe e viver a crença que nada posso,
que nada devo pois tudo se acertará por si só.
Pobre de mim, eu não posso mudar o mundo, mas quantos minutos, horas ou dias felizes eu posso proporcionar para meus irmãos.... de fato eu não sei... Mas crer que nada posso fazer é absurdo. Se ignoro a condição de meio de campo, nunca poderia o atacante fazer o gol. . .  Se o sol acreditasse nessa besteira filosófica que eu vivi, como seria os habitantes da terra? Não seriam!
Mais uma vez ratifico o meu pedido de perdão, nem que eu sirva de isca para crocodilos, ainda sim servirei...
Não deixa-me-ei abater pela inércia da incompreensão e avante seguirei... estejam comigo, pois eu estarei com vós, até o fim de meus dias....

Divina Mãe

Meu coração gemia na cruz,
Me sentia sufocado e incapaz.
Meu filho equilibrando-se com um pé na beira do abismo,
E eu amordaçado em uma cruz.
Um grito me rompeu um peito e assim escapei da cruz,
Porém consegui chegar há tempo de ouvir:
- Papai eu me segurei aqui, pois sabia que você viria!
Meu coração se encheu de tristeza e nuvens...
E logo me veio toda a clareza do mundo ao som de lacrimosa,
Minha Divina Mãe me oferecia o melhor néctar dos deuses.
E eu me questionava: -Como pode me doar tão valioso néctar, se eu acabara de apontar-lhe uma espada.
Um silêncio frio me rompeu no peito e aos prantos me questionei:
-Quem sóis vóis, oh! Venerável Ser! Que mesmo eu marchando em guerra contra vóis, conseguem me dar amor...
Uma sonolência me pegava e pude compreender: A Mulher; A Falta; e os Agentes que a cometeram...
Eu estava fazendo a mesma coisa que não suportava na Mullher,
Os motivos faltantes eram os mesmos que A Mulher carecia,
E as cobranças que eu fazia com a Mulher, era mesma que eu fazia para comigo mesmo,
E era a mesma cobrança que me atavam as mãos, amarrava os pés e turvava a visão...
Como poderia ensinar a uma pessoa a amar, com uma espada na mão?!
De fato, eu cometia o mesmo erro que julgava inadimissível...

Me perdoe minha Divina Mãe, me perdoe Mulher...
Me ensina a ser ver as minhas faltas, para que delas eu possa preencher os teus anseios.

Se todo homem encarnasse o Amor que existe em uma Mulher e em uma Mãe, este não seria apenas mais um homem e sim um DEUS.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Samira

Não a conhecia tempo necessário para descrevê-la,
Mas compreendia perfeitamente
A importância daquela que estava a minha frente.
Era doce, meiga, alegre e distraída...
Parecia uma Manga Rosa!
Putz...
Acabei de Lembrar:
"-Da manga rosa quero doce do sul..."
Nunca gostei dessa música até o dia em que ela cantou.
Fico pensando no dia em que ele ler esta prosa,
Será que prenderia a atenção dela?
E como era difícil prender aqueles olhos!!!
Ah... Aqueles olhos...
Dotados de um brilho que ilumiava até os confins do universo,
Mas só de iluminar meu SER já era o bastante...
Bastante para eu ter certeza que acabara de encontrar
Uma amiga apaixonante, de olhos irradiantes e alma impressionante.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Levar o Circo !!!!

Parecia uma festa,
Mas no meio do meu trabalho?!
Eu não podia acreditar naqueles saltimbancos, espalhando sorrisos num ambiente tão sério.
Eis que me distrai por uns instantes, através da música do cortejo e das cores.
E logo colidi com uns olhos azuis lindos, serenos e meigos.
Quando me dei conta era uma moça de vermelho que bailava entre aqueles gigantes.
Bailava com suavidade, mas com olhar atento ao redor,
como se procurasse com esperança um brilho nos olhos, um encantamento.
Pude ver em seus olhos a felicidade de servir a alegria e de seguir o circo.
Toda atmosfera parecia tão mágica, que desconfiava se eram todos humanos.
A vida no circo soa tão leve, que se eu soubesse dar água para elefante,
Talvez eu me renderia ao maravilhoso universo do circo, em sua apresentação única pela vida...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Simples Asiul


Pressenti a sua chegada,
Meus olhos estavam ansiosos para ver
O que meu coração já havia detectado.
E por um instante seu nome ecoou...
Foi uma briga de sentidos para lhe reconhecer.
Mas por fim, meus os olhos te avistaram ao alto,
E seu nome passeou pelos meus ouvidos.
Acho que até os extintores de segurança
Perceberam a felicidade dos meus olhos ao encontrar os seus.
Fiz questão de bater os pés no chão
Pra sentir que ainda estava na terra.
Não compreendo esta estranha loucura
De te querer assim.
Apenas te quero,
Como a canção quer ser cantada.
Como a viola quer ser tocada...
De tantas superações que existem na vida:
Do homem chegando a lua,
De uma Senhora de 70 e alguns anos
Com 50 livros lançados dando palestras,
De uma estátua viva imóvel por 6 hrs...
Eu só sei o seu nome...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Estranho

Eis que me lembro, ontem ainda, antes do sol nascer, estava sereno meu lago. Eis que hoje ao me pegar pensando em você, com você no outro comodo da casa, achei estranho. Também achei estranho depois de passar 3 dias e uma tarde ao seu lado, me pegar olhando, com saudade, nossas fotos a noite. Mais estranho ainda te olhar dentro dos olhos e ver na minha frente tudo o que eu sempre quis. De fato, coisas estranhas estavam acontecendo comigo e eu não saberia explicar, talvez as múmias do museu da Boa Vista pudessem...
- Muito estranho, você poder medir sua felicidade em 1,56 m de altura e pesando 46 kg, disse o psiquiatra a mim. Eu tinha o alertado, que coisas estranhas estavam acontecendo comigo, mas como um bom profissional ele resolveu analisar por si mesmo e concluiu: - Baseado em todos os dados recolhidos nos exames feitos, e com base no seu estado psicológico atual, eu concluo seu caso como - ESTRANHO.

sábado, 18 de junho de 2011

Viva Gaya.

Em meio a multidão, não é possível perceber, a agonia de Gaya. Ela grita, se vira, revira, e às vezes, bem às vezes, digo às vezes por se tratar de um ato raro, quando um Homem lhe lança um ato de carinho ao plantar uma árvore, ao cultivar um jardim, ao ser solidário ao próximo, ao amar com todas as honras que se pode amar uma mulher, ela toma fôlego e resiste o máximo que pode, até que lhe falte o alento...
Minha Mãe! Terra Gaya! Como podem os humanos pisotear o cobertor de teu sagrado corpo, destruir as conexões entre filhos e mãe... certamente, não poderão estes ser chamados de filhos, nem estes lhe chamar de Mãe. Gaya!!! Gaya!!! Gaya!!! Permita que eu morra em teu seio, para renascer em teu ventre e desfrutar do doce e inefável sabor de tua boca. Não me largue nesta esquina deserta e escura, onde os mortos-vivos cruzam aos montes sem lenço nem documento, se revestindo de ovelha para aprisionar mais uma vítima de sua inconsciência, e por fim escraviza-la até que esta não tenha mais sangue para lhe oferecer.
Perdoe-os! Eles não sabem o que fazem....