domingo, 11 de março de 2012

Divina Mãe

Meu coração gemia na cruz,
Me sentia sufocado e incapaz.
Meu filho equilibrando-se com um pé na beira do abismo,
E eu amordaçado em uma cruz.
Um grito me rompeu um peito e assim escapei da cruz,
Porém consegui chegar há tempo de ouvir:
- Papai eu me segurei aqui, pois sabia que você viria!
Meu coração se encheu de tristeza e nuvens...
E logo me veio toda a clareza do mundo ao som de lacrimosa,
Minha Divina Mãe me oferecia o melhor néctar dos deuses.
E eu me questionava: -Como pode me doar tão valioso néctar, se eu acabara de apontar-lhe uma espada.
Um silêncio frio me rompeu no peito e aos prantos me questionei:
-Quem sóis vóis, oh! Venerável Ser! Que mesmo eu marchando em guerra contra vóis, conseguem me dar amor...
Uma sonolência me pegava e pude compreender: A Mulher; A Falta; e os Agentes que a cometeram...
Eu estava fazendo a mesma coisa que não suportava na Mullher,
Os motivos faltantes eram os mesmos que A Mulher carecia,
E as cobranças que eu fazia com a Mulher, era mesma que eu fazia para comigo mesmo,
E era a mesma cobrança que me atavam as mãos, amarrava os pés e turvava a visão...
Como poderia ensinar a uma pessoa a amar, com uma espada na mão?!
De fato, eu cometia o mesmo erro que julgava inadimissível...

Me perdoe minha Divina Mãe, me perdoe Mulher...
Me ensina a ser ver as minhas faltas, para que delas eu possa preencher os teus anseios.

Se todo homem encarnasse o Amor que existe em uma Mulher e em uma Mãe, este não seria apenas mais um homem e sim um DEUS.