Na ausência do teu corpo e de tua presença sinto frio
Esse frio, que nem meu aconchegante cobertor consegue esquentar.
Não sei se estou sendo redundante ou anafórico
Mas se ao perceber tua ausência, me resta o pequeno retrato
Do seu programa de mensagem instantânea
O que será que meu coração diria se eu te pedisse uma foto?
Acho que ele adoraria, mas seu irmão mais velho, a mente,
Usa todo o seu senso, pesquisando os velhos livros de ética...
Será que não exista um ponto vulnerável seu
Que me permita por alguns instantes sonhar...
Que droga! Lá vem de novo!
Essa luta interminável de irmãos.
Até meus papagaios já perceberam essa batalha
Eles devem estar anciosos para conhecê-la, e ver, quem é
Essa mulher que me tira e dá, ao mesmo tempo, a paz.
(um curto espaço de silêncio)
rsrs. Ah é! Devo me despedir, mesmo querendo ficar...
Devo partir mesmo querendo voltar.
Pensei que era só minha essência que a amava
Mas me enganei, meus egos também lhe desejam...
Acho que até a minha mochila teve um romance com a sua
No dia em que fomos ao sítio e deixamos elas a sós no quarto.
Pena que foram só as mochilas!
...
Tá bom! Eu não esqueci não!
Mais uma vez a batalha épica.
Mente: - Você passou da hora...
Coração: - Não existe hora quando me refiro a ela!
Mente: - Ela vai saber que você é louco por ela...
Coração: - Até os 240 habitantes da ilha de Tristão de Cunha já sabem...
...
E no meio desta luta permaneço Eu, aguardando o desfecho deste livro,
escrito por mim mesmo, mas que guardei só pra você...
domingo, 1 de agosto de 2010
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