(Pulam confete e serpentina)
A obra magistrada de um boêmio...
Sim! O carnaval chegou...
E com ele a ilusão dos 1001 amores
As cores, brilhos, agitos não me entorpecem
Mas o copo vazio me faz reagir
Garçon...
Dois uísques pra mim
E no entanto estava só, pelo menos fisicamente
Mas a palavra carnaval diz tudo
- a festa da carne -
... E uma bela colombina se aproxima
E questiona o copo cheio ao lado.
Percepções expandidas pressentem o desfecho do conto
Que atua no emocional, agitando os tambores
Deste tolo coração carnavalesco...
Me seguro um instante...
Mas... é carnaval!
E lá se foi o golpe fatal
- Aguardando a oportunidade de uma boa companhia.
(Desenrolar dos fatos)
... Ah! O que um copo de uísque não pode fazer por você...
