quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

MANUELLA

Quando eu me tornei mãe, pude ter por 41 semanas duas almas em um só
corpo...
Quando eu me tornei mãe, pude sentir que vidas nascem de forma
mágica e divina...
Quando me tornei mãe pude sentir o amor mais imensurável
do universo...
Quando me tornei mãe, aprendi a identificar choros e assim me
tornei ainda mais sensível com o mundo...
Quando me tornei mãe, percebi que toda aquela coragem é apenas uma casca para os milhares de medos que nos assombram e me tornei mais mortal do que nunca...
Quando me tornei mãe, aprendi finalmente o que são sorrisos sinceros e amor gratuito, leal e
infinito...
Quando me tornei mãe, escolhi apenas o nome de alguém que já vem
pronto, cheio de personalidade e mesmo vindo de dentro de mim totalmente
diferente do que eu sempre acreditei que seria...E aprendi a aceitar as
diferenças.
Quando me tornei mãe, enfrentei o mundo, contrariei expectativas
e superei os obstáculos mais altos....
Quando me tornei mãe, tive a certeza de que nesse mundo de céticos, acreditar ainda é a melhor saída...
Quando me tornei mãe, percebi que sonhos por vezes podem ser palpáveis e dar um trabalho
infinito...
Quando me tornei mãe, me tornei melhor, mais justa, mais compreensiva, mais paciente e menos egoista...
Quando me tornei mãe, enfim essa coisa misteriosa que chamam de vida ganhou um sentido ímpar, real e meu caminho tornou-se mais florido...
Quando me tornei mãe passei a respeitar mais meus pais, pois percebi que são tão mortais e passíveis de erros como eu...
Quando me tornei mãe, as lágrimas ficaram mais constantes, as emoções mais à flor da pele e meu coração passou a comportar o mundo e a transbordar a cada sorriso da MANUELLA!
Obrigada minha filha por me ensinar tanto, por ser minha melhor amiga e por ter me escolhido! Eu te amo assim...Sem tamanho!
Sua mamãe!!!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Universo Repentino

Filho!
Se as condições me permitem.
Eu faço! Do jeito que melhor te preencha.
Pois nada me completa tanto quanto seu sorriso,
Ao ver você sorrindo, percebo ...

Não tem escrita, meu Filho!
Me perdoe, é impossível descrever
Todas os detalhes desse momento inefável.

Quem sabe um dia você sinta, mesmo
Que derepente, todo o universo de sensações
Que surge entre nós, quando você me diz
Mil coisas em apenas um sorriso...

Pequeno Relato Sobre Mim

Se não encontra em meus olhos
o que tanto procura, tampouco
encontrará no meu rosto, corpo,
fala, jeito ou trejeitos...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Irmaozão

Hoje eu acordei com uma grande ternura pelo meu Irmão. Meu Irmão grande e bom amigo; desses do tipo que agente não sabe bem o que fez para merecer; mas ele está aqui há vinte e alguns anos, rindo, chorando, batendo, apanhando, mas sempre aqui. Neste ponto eu tiro todos os chapéis que me couberem
para este pacato cidadão, que tem a cumplicidade integral de estar sempre aqui. Percebo hoje o que achava impossível ontem, ele é um sujeito lindo, com modos, defeitos e trejeitos, mas ainda sim lindo.
Quisera eu Irmão, ter coragem de confessar todos os dias o carinho e respeito que tenho pela sua pessoa e quantas vezes eu quis ter as suas virtudes, estas que não se compram em lojas tão pouco se conseguem com sorrisos amarelos, mas essa que sai do seu coração e eu posso ver perfeitamente.
Se hoje fosse minha triste ou alegre despedida deste mundo, não te diria estas coisas, apenas deixaria aqui escrito, para que tu olhes um dia, pois, acho-te muito firme para tal encontro de olhares...
De qualquer forma, e como uma boa carta, não posso deixar de mencionar que você é o irmaozão mais lindão que eu tenho... rs

Apego e desapego

Fitando estes olhos, não era capaz de me distrair
Mais uma vez... Eu e a minha mania de eternizar as coisas.
Não podia eu simplesmente viver aquilo, ou isto.
De fato ainda não consigo, me apego as belezas deste mundo.
Meu dedo coça para apertar o "replay", te quero de novo,
Mas minha lógica decide: - Não! Deixe-a ser livre!
Sim! A liberdade é uma constante vazia, quando se trata de relações.
A promiscuidade atual não me deixa acreditar, que um momento basta.
Por isso, vou! Não desejo ser tragado por tal infamia.
Deixe-me aqui! Afogado em alguns copos de um bom uísque
E para mim já será o bastante. De tudo serei atento àquela
Que porventura me trouxer a lucidez de volta, de que um dia
não amei em vão, ainda que não dure eternamente, mas que seja eterno enquanto dure...

domingo, 5 de dezembro de 2010

A Última Noite

Na verdade, nada do que pensa ou se analisa através da lógica racional importa, pois ela se baseia em conceitos moldados por terceiros, mas o sentir, a análise do coração, aquela feita sem palavras com plena certeza de dever cumprido, essa não tem limites, por ela todas as coisas são possíveis, todas elas são reais e tangentes. Não me vejo de volto nesse mundo, talvez porque nunca estive nele de verdade. Me vejo agora num mundo onde um momento decide a sua vida e este mesmo momento que faz a sua vida girar...
Afinal o que levamos da vida senão os momentos, ou pelo menos a lembranças destes, com todas as suas cores, melodias, cinestesia e tudo mais que por um instante tenha preenchido esse momento.
O que machuca meu peito é a percepção dos leitores em ler tais ou outras palvras, que superaram seus limites para expressar o inexprimível, descrevendo objetivamente coisas para tantos subjetivas, ou ainda, inexistentes, e ainda sim, mesmo com tamanho esforço e superação, meus amados amigos leitores respondem: - Nossa! Que palavras bonitas! O autor escreve bem!
Não companheiros, por Deus, porque se apaixonaram pelas coisas da terra? As coisas da terra nos permite ver as coisas do céu, logo é só isso que pode ser dito de um esplêndido momento como este e outros muitos, nos quais só se deseja um olhar, um suspiro, um sorriso ou não se deseja nada, nada mesmo, a consciência se faz tão grande que só o Ser já se faz suficiente inundado com o
momento e nada falta, nada precisa, não há carência, nem da própria respiração, nem do próprio pulsar, e imaginando coisas como estas eu me pergunto: - Não existe o assombro da parte das pessoas em buscar esses momentos? Será que esses momentos tão inferiores que elas vivem já bastam? Será que eu perderia um dia para fazer alguém ganhar uma vida inteira, na beira de sua morte? Quantos questionamentos tenho. Minha análise ainda é muito critica e muito severa
comigo mesmo, mas não existe parte de mim que não tenha feridas, assim como todos os filhos desta terra, não existe parte de minha vida que não seja marcada por guerras, e ainda sim estou aqui, escrevendo, buscando lutando para que toda a minha vida se reflita em apenas um momento em que fui realmente feliz, ou que pelo menos fiz alguém feliz, ou ainda, que presenciei alguém
realmente feliz, nem que por um momento, nem que seja a distância, nem que seja as custas de minhas lágrimas, mas ainda sim eu terei presenciado e sentido que não foi em vão e que a vida valeu a pena, e que sim a verdadeira felicidade existe, e que por algum motivo eu não encontrei o caminho, mas ainda bem que a encontrei pelos caminhos que passei, pois parto desta vida deixando os rastros para que aquele que por um instante sequer desejar encontrar o caminho, que não
passe por estas vielas que passei, ali jaz um caminho sofrido, no qual se aprende a custa de dor, mas a felicidade é o oposto, não jaz ali, prova que não a encontrei até aqui, mas digo, os que encontraram tiveram que renunciar, tiveram que lutar, tiveram observar, mas encontraram.

O caminho se faz caminhando, mas a caminhada se faz por instinto, não use a
mente, use o coração e ele te guiará a medida em que seu coração mereça sentir.....

sábado, 27 de novembro de 2010

Preserve a Magia!

Me inspira o brilho nos olhos do meu filho.
Que há poucos anos chegou, vindo de longe
sabe Deus de onde?! E caiu aqui nos meus braços...

(Tiros interrompem o Pensamento)

Meu filho pergunta: - Que barulho é esse?
Meus braços não alcançam todo o perímetro
a sua volta, não consigo te proteger totalmente,
mas me esforço para manter viva a sua magia
que ele trouxe do paraíso e respondo:
- São apenas fogos, filho!
Quando as pessoas estão felizes, elas fazem barulhos.
Eis que ele me reponde: - Puxa!
Então elas estão muito felizes.
Nesse momento surge um sentir e entendo,
que o homem chora sim, até berra,
mas se for por algo que ele ama.
Mas quem falou que criança é fácil?!
E meu filho retoma a sua investigação:
- Ah! Já sei! Estão todos correndo de felicidade.
Putz!
Como era difícil falar a verdade.
Espero que um dia Deus me perdoe
por tantas mentiras.
E, eu mentia muito pra preservar a magia
o brilho nos olhos e o Ser que me faz acreditar
todos os dias, que a vida vale a pena.
Sinceramente, acho que a coisa mais bonita
que disse ao meu filho até hoje foi:
- Eu te amo! Meu Filho!