Hoje eu acordei com uma grande ternura pelo meu Irmão. Meu Irmão grande e bom amigo; desses do tipo que agente não sabe bem o que fez para merecer; mas ele está aqui há vinte e alguns anos, rindo, chorando, batendo, apanhando, mas sempre aqui. Neste ponto eu tiro todos os chapéis que me couberem
para este pacato cidadão, que tem a cumplicidade integral de estar sempre aqui. Percebo hoje o que achava impossível ontem, ele é um sujeito lindo, com modos, defeitos e trejeitos, mas ainda sim lindo.
Quisera eu Irmão, ter coragem de confessar todos os dias o carinho e respeito que tenho pela sua pessoa e quantas vezes eu quis ter as suas virtudes, estas que não se compram em lojas tão pouco se conseguem com sorrisos amarelos, mas essa que sai do seu coração e eu posso ver perfeitamente.
Se hoje fosse minha triste ou alegre despedida deste mundo, não te diria estas coisas, apenas deixaria aqui escrito, para que tu olhes um dia, pois, acho-te muito firme para tal encontro de olhares...
De qualquer forma, e como uma boa carta, não posso deixar de mencionar que você é o irmaozão mais lindão que eu tenho... rs
